Nossa Atitude e Foco de Oração na Guerra em Gaza

Chamada · · 5 min de leitura
O ataque do Hamas a Israel foi repentino e inesperado. Como cristãos, qual deve ser nossa atitude e foco de oração diante desse acontecimento?
“Para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam” (Lucas 1.71)
Essa profecia foi pronunciada por Zacarias, o sacerdote, pai de João Batista. Dois mil anos se passaram, e essa profecia não se cumpriu completamente para o povo judeu. Não há outro povo na terra cuja existência, ações e futuro estejam mais intensamente registrados do que o povo judeu. O versículo 74 diz: “De conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor”. O motivo para o livramento de todos os inimigos é expresso nas últimas quatro palavras, a saber, para que “o adorássemos sem temor”. Sabemos que os judeus retornaram à terra de seus pais, e estabeleceram uma sociedade progressista e funcional. Mas o verdadeiro livramento e salvação coletiva de Israel ainda não aconteceram. Maria, a mãe de Jesus, orou: “E o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lucas 1.47). Ela revelou que a criança ainda por nascer seria o Salvador – Deus manifestado em carne.
Sabemos que os judeus retornaram à terra de seus pais, e estabeleceram uma sociedade progressista e funcional. Mas o verdadeiro livramento e salvação coletiva de Israel ainda não aconteceram.
Agora, voltamos nossa atenção ao evento abominável que ocorreu em Israel, quando a organização terrorista Hamas lançou um ataque sem precedentes em múltiplas frentes contra Israel, em 7 de outubro de 2023. O resultado foi devastador para Israel, pois mais de 1 400 pessoas foram assassinadas a sangue frio por membros da facção militar Hamas. No entanto, “Um Documento dos Princípios e Políticas Gerais [do] Movimento de Resistência Islâmica ‘Hamas’” afirma: “O Hamas acredita que a mensagem do islã defende os valores da verdade, justiça, liberdade e dignidade, e proíbe toda forma de injustiça, e incrimina opressores independentemente de sua religião, raça, gênero ou nacionalidade”. Matar civis, “independentemente de sua religião, raça ou nacionalidade” viola os próprios “princípios e políticas” do Hamas! Esse evento é diferente de todos os outros, pois nenhum armamento de alta tecnologia foi usado de forma significativa; antes, um método bastante não convencional foi implementado pelo Hamas. Além de lançarem mais de três mil mísseis contra Israel, centenas de terroristas bem treinados, fortemente armados com armas modernas, romperam a barreira de segurança de Israel com um objetivo deliberado: matar judeus. Não se tratava de operações militares, mas sim do assassinato impiedoso e desenfreado de civis, jovens e velhos, homens, mulheres e crianças. A maioria dos governos ocidentais condenou abertamente o ato terrorista do Hamas, enquanto muitos países estão no processo de reavaliar suporte financeiro a Gaza neste momento. Podemos perguntar: o que deu errado na comunidade de inteligência israelense? Obviamente, ficou evidente uma certa negligência. O Hamas não se envolveu em vários conflitos militares anteriores entre Israel e a facção militar de Gaza, a Jihad Islâmica. Isso, sem dúvida, foi um fator que contribuiu para a atitude relaxada de Israel, e para o fato de eles não estarem totalmente preparados para o horrendo massacre. Não obstante, mesmo se Israel tivesse se preparado para uma confrontação imediata, praticamente não havia como saber que o Hamas tinha treinado secretamente centenas de terroristas, que não usaram artilharia pesada ou tanques, mas simplesmente motocicletas que se dirigiram rapidamente até cidades e vilarejos israelenses nas proximidades. Observamos que isso não foi feito para ganhar uma guerra, mas simplesmente para assassinar civis e soldados. Para nós cristãos, é um alerta sério: “Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não ignoramos quais são as intenções dele” (2Coríntios 2.11). Estamos vivendo no fim dos tempos. Agora é mais importante do que nunca que nos ocupemos com a segurança eterna, disponível somente por meio da fé na redenção realizada por Jesus Cristo, nosso Senhor. O apóstolo Pedro nos admoesta: “Sejam sóbrios e vigilantes. O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pedro 5.8). Com frequência demasiada, nós subestimamos as estratégias astutas que Satanás usa para extinguir o nosso testemunho. João nos alerta com muita seriedade: “Não amem o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo – os desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida – não procede do Pai, mas procede do mundo” (1João 2.15-16).
Devemos concentrar nossa atenção e oração nos crentes em Jesus Cristo que estão nesse lugar. A igreja em Gaza e em Israel é nossa principal preocupação.
De volta a Gaza. Embora reconheçamos plenamente o sofrimento horrendo das pessoas em Gaza – particularmente mulheres, crianças e idosos – devemos concentrar nossa atenção e oração nos crentes em Jesus Cristo que estão nesse lugar. A igreja em Gaza e em Israel é nossa principal preocupação. Oramos para que o nosso Senhor, em sua graça, não apenas proteja, mas também encha os cristãos com sua coragem, amor e compaixão. A igreja continuará sendo edificada, particularmente onde tudo começou: a terra de Israel. Nesse meio tempo, lembramos da admoestação que o profeta Isaías escreveu cerca de 2 700 anos atrás: “‘Consolem, consolem o meu povo’, diz o Deus de vocês. ‘Falem ao coração de Jerusalém e anunciem que o tempo da sua escravidão já acabou, que a sua iniquidade está perdoada e que ela já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados’” (Isaías 40.1-2). Compartilhe:   Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Facebook Arno Froese é o Diretor-Executivo da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite nos Estados Unidos. Ele é autor de diversos livros de ampla repercussão. Participou de várias conferências proféticas nos EUA, Canadá, Israel e Brasil. Suas extensas viagens contribuíram para sua aguçada percepção da Profecia Bíblica sob uma perspectiva internacional. Veja artigos do autor

Publicado originalmente em chamada.com.br

Mais de Chamada

Blogs relacionados

Grupo de marcas

The Christian PostChristian TodayBible PortalBreatheCastGoodNewsLineEdifiVide Press