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E ele designou alguns para apóstolos...” (Efésios 4.11)
O termo “apóstolo” significa “enviado” (grego
apostelein: “enviar”). Apóstolo é alguém que age por ordem de seu superior e precisa cumprir fielmente a determinação recebida. Isso significa que o apóstolo não age como autônomo, mas em total dependência do seu senhor.
À época do Novo Testamento existia o círculo dos doze: doze apóstolos como representantes das doze tribos de Israel, que era o grupo mais próximo de Jesus. Além desses, houve também outros apóstolos, como Matias, que foi escolhido em substituição ao traidor Judas Iscariotes, bem como Paulo, que viu o Senhor (mesmo que fosse de modo diferente dos outros), e finalmente um grupo de algumas dúzias de homens, que foram enviados em missão para estabelecer a base da igreja cristã. Entre esses “outros” apóstolos além dos doze, havia Barnabé, Apolo, Júnias, Epafrodito, Andrônico, Mateus, Tiago etc.
Os apóstolos originais viveram com Jesus e foram testemunhas da sua ressurreição.
Há uma interrupção na sucessão de apóstolos ou uma ordenação de apóstolos sucessores no Novo Testamento, como alguns agrupamentos afirmam? Claramente, não! Se o apostolado fosse uma instituição permanente, como se explicaria que, após o falecimento dos primeiros apóstolos, nenhum deles foi substituído (no círculo dos doze: exceto a escolha de Matias para substituir o traidor Judas Iscariotes)? Isso teria sido uma leviandade condenável e estaria em contradição com a ordem do Senhor. Obviamente não houve diretriz para que se continuasse a instituir apóstolos. A corrente sucessória, a sucessão do cargo para os primeiros apóstolos, foi interrompida com a morte deles.
Os primeiros mensageiros foram enviados para estabelecer a base da igreja. Apóstolos têm uma função fundamental: eles executam o estabelecimento do alicerce (
Efésios 2.20). E quando o alicerce está colocado, outra pessoa continua a construção. Quando um alicerce está colocado, não é possível colocar um outro alicerce sobre o primeiro. Por isso a função de apóstolo foi extinta na primeira geração.
Os apóstolos foram chamados diretamente pelo Senhor – até mesmo Matias, que foi eleito por meio do método de escolha do Antigo Testamento. Matias preenchia os critérios decisivos para um apóstolo, isto é, de ser testemunha ocular (
Atos 1.21-26). Ele conheceu Jesus antes e depois da sua ressurreição, algo que ninguém dos supostos “novos apóstolos” das diferentes seitas pode afirmar hoje em dia. Os apóstolos originais viveram com Jesus e foram testemunhas da sua ressurreição.
Os primeiros mensageiros foram enviados para estabelecer a base da igreja. Quando um alicerce está colocado, não é possível colocar um outro alicerce sobre o primeiro.
Paulo também foi chamado diretamente por Jesus, como vemos claramente em
Gálatas 1.1. Em
Gálatas 1.12 ele fala de uma “revelação” de Jesus Cristo e, em
Gálatas 1.16, diz que a Deus agradou “revelar o seu Filho em mim”. Em
Gálatas 2, Paulo afirma que não tratou com autoridades humanas, nem com Pedro, o qual ele conheceu apenas três anos após o seu chamado; muito antes, ele foi chamado diretamente por Deus, não instituído por pessoas (isto é, p.ex., por outros apóstolos). Paulo “viu” ao Senhor Jesus (
1Coríntios 9.1). Não foi o Espírito Santo, mas foi Cristo quem o chamou, como se fosse “um que nasceu fora de tempo” – como o último (
1Coríntios 15.8)!
Resumindo: os primeiros apóstolos eram (1) testemunhas oculares da vida e da ressurreição de Jesus Cristo, ou (2) tiveram um outro chamado direto de Cristo. Em lugar algum a Escritura relata que eles tivessem recebido a incumbência de continuar instituindo apóstolos na “segunda geração”, o que eles de fato não fizeram. Estejamos, pois, alertas e críticos quando hoje aparecem pessoas reivindicando o título de “apóstolos” chamados pelo Senhor! Trata-se de um típico sinal do fim dos tempos (ver
2Coríntios 11.13-15).
Por: Lothar Gassmann
Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral
Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.
Fonte:
chamada
Anselmo Melo
Anselmo Melo,
Carioca, casado e pai de três filhos (herança do Senhor). Pastor Evangélico e empresário. Moro atualmente no Estado de São Paulo onde pastoreio a Igreja de Nova Vida em Limeira. Sou fundador e presidente da Associação Projeto Resgate Vida.
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